Eduardo Moody é fotógrafo, natural de Salvador e atualmente reside em Praia do Forte. Graduado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, ele se encontrou com a fotografia no período em que estudava. Moody já participou de mostras coletivas no Brasil e na Austrália, realizou diversas exposições individuais, além de se dedicar à área de ensino, ministrando cursos e palestras sobre fotografia. Como nosso convidado este mês para ilustrar a home do site da Leiaute, Moody fala do seu trabalho, experiências e objetivos futuros.
Desde quando você fotografa?
Eu comecei a fotografar em 1995, com uma câmera compacta de filme do meu amigo Bruno Fonseca. Dois anos depois ganhei de presente do meu pai minha primeira câmera, uma nikon F70.
Você graduou-se em jornalismo e se dedica à fotografia. Pensa em retornar a área de comunicação?
Minha formação universitária é realmente em Comunicação/Jornalismo, mas o que gosto mesmo é de fotografia. Não me vejo trabalhando com jornalismo escrito, pois acho que não tenho tanta criatividade para escrever como vejo meus amigos fazendo. Se fosse hoje para trabalhar em outra área, eu gostaria de ter estudado urbanismo. Mas acho que essa profissão vai ficar para uma outra encarnação (risos).
Você já participou de mostras coletivas na Austrália. Qual a experiência que trouxe após essa viagem?
Participei de exposições na Austrália, bem como publiquei fotos em jornais e revistas quando morei em Sydney, em 2002 e 2003. Porém, profissionalmente, minha melhor experiência foi ter trabalhado como “labor” por quase um ano. Chique esse nome “Labor”, não? Mas labor, na Austrália, é ajudante de pedreiro! Como eu não tinha mais dinheiro para ficar por lá, resolvi trabalhar, já que queria estender minha estadia. Foi durante esse tempo, no qual trabalhava braçalmente cerca de oito, nove horas por dia, que compreendi a dignidade do trabalho e descobri, dentro de mim, nas muitas horas e horas em que estive sozinho, cavando, carregando blocos ou demolindo casas, o quanto eu gostava da fotografia e o quanto ela me fazia feliz.

Você trabalha basicamente com fotografias publicitárias. O que te atrai nesse tipo de foto?
Na verdade, eu não trabalho exclusivamente com foto publicitária. Eu forneço e faço imagens para várias finalidades, o que muitas vezes tem fins publicitários, mas também fins comerciais, jornalísticos, institucionais e artísticos. O que gosto mesmo de fazer é tirar uma foto bonita e, se possível, diferente, autêntica.
O que representa para você a sua imagem que ilustra o site da Leiaute este mês?
Representa uma vivência incrível, que foi conhecer Angola. Entre outras experiências, essa viagem me marcou muito, pelo fato de poder ter visto crianças extremamente alegres e espertas, apesar da difícil situação que o país se encontra, após quase 40 anos de guerra civil.
Você é surfista e mora em Praia do Forte. O cenário desse local te inspira a fotografar?
Com certeza, a Praia do Forte me inspirou e continua me inspirando a fotografar. Mesmo quando não estou fotografando, sempre aprendo um novo aspecto da luz ou da composição ao ficar observando e contemplando esse lugar mágico.
O que mais gosta de fotografar?
Ainda não conheci algo que não goste de fotografar, porque acho que qualquer tema pode ser explorado de uma forma diferente, bela e criativa.
Qual a foto que ainda não tirou e tem vontade?
Uma foto que não tirei e tenho vontade? Nossa, que pergunta difícil! Sim, lembrei de uma foto que ainda não fiz: fotografar baleias de dentro d’água, nadando com elas. Seria um encontro fantástico!